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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Camila para a Transformação: propostas coerentes entre o pensar e o fazer



A candidatura da Profa. Camila nasce das reflexões sobre as ações desenvolvidas em especial nos últimos 10 anos da Escola Beatriz e apresenta, nesse contexto, as propostas para enfrentar os desafios desses novos tempos e espaços da Educação, envolvendo todos os sujeitos em um projeto de Escola, de sociedade e de mundo emancipadores.

Aceitando esses desafios, percebe que a escola é onde a comunidade relê e reescreve sobre ela mesma, e a partir de suas próprias ações, acertos e desacertos, olha para o passado e encara o futuro próximo na perspectiva da co-participação democrática, na qual todos assumam as responsabilidades -- individuais e coletivas -- para a TRANSFORMAÇÃO necessária: uma Escola compromissada e atuante, que respeita as singularidades de cada um e a pluralidade de seus sujeitos na criação e recriação de um mundo melhor e mais humano para todos.

Conheça as propostas da candidata Camila para a gestão da Escola clicando aqui.

Acompanhe pela página de Facebook clicando aqui.


As eleições para diretores da Rede Municipal de Educação de Florianópolis

As eleições para o cargo de diretor em Florianópolis, Santa Catarina,
acontecem em 30 de novembro de 2013 e envolvem 104 unidades escolares,
e um colégio eleitoral de 34 mil votantes: alunos, professores e pais.


Os dirigentes eleitos ficarão no cargo pelo período de três anos, de janeiro de 2014 a janeiro de 2017.

Entre as unidades que participarão das eleições, 79 têm apenas um candidato, são 36 creches, 20 núcleos de educação infantil, 14 escolas básicas e 9 desdobradas. Ao todo dezenove instituições têm dois aspirantes ao cargo, são 8 creches, 1 NEI, 9 escolas básicas e 1 desdobrada. Com três possíveis diretores, estão 6 instituições, 3 creches, 2 NEIs e 1 escola básica.

Por meio da parceria com Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que se fez através do apoio do Presidente Eládio Torret Rocha, as eleições ocorrerão com o uso de urnas eletrônicas.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Na minha escola é a comunidade escolar quem escolhe! Participem!


Que haja o debate democrático nesse processo de eleição de diretores nas unidades educativas públicas da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, com a garantia da ética e transparência promovendo a participação de todos da comunidade escolar como sujeitos autônomos, críticos, propositivos, protagonistas dessa história de transformação de nossas instituições escolares.

Porque na Escola e pela Educação nosso coração bate junto pelas crianças e Jovens em seu processo de formação pela, e para a cidadania plena.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Precisamos de uma Educação transformadora


Precisamos de uma Educação transformadora

Nos últimos 50 anos o mundo e a sociedade como um todo se modificaram profundamente e, as pessoas que viveram esse tempo se modificaram mais ou menos, de acordo com suas próprias decisões em relação com o que acontece ao seu redor. Nas escolas isso não foi diferente.

Pessoas que nasceram e viveram em um regime autoritário como na ditadura militar no Brasil, onde se devia obediência cega e irrestrita às normas e valores convencionados como os ideais para se viver em sociedade, ainda manifestam em suas ações e se comportam em seus pensamentos e sentimentos com resquícios daquele tempo em que os dirigentes censuravam tudo aquilo que fosse contrário às suas regras. Simplesmente se calava a voz do outro, se discriminava e se fazia de tudo para “sumir com as pessoas do mapa” no mundo de equilíbrio entre quem mandava e quem obedecia.

Hoje há uma maior conscientização dos jovens a respeito de sua existência nesse mundo em transformação, quando as decisões ou imposições que antes eram tomadas sem levar em consideração seus sonhos e aspirações, de maneira autoritária, não são mais aceitas de maneira passiva, nem cegamente obedecidas. As crianças, muito mais, que sempre questionaram com seus “porquês” aquilo que não entendem ou não faz sentido para elas, são atualmente um claro sinal de que realmente muita coisa se modificou ao longo desse tempo todo.

Com a luta e os esforços de muitos a sociedade vai se modificando das relações autoritárias para as relações democráticas e participativas. As decisões não podem mais partir de apenas uma pessoa, ou grupo, impondo seus pontos de vistas sem levar em consideração todos os sujeitos envolvidos em alguma questão de interesse geral. Nas escolas isso também acontece.

É a Comunidade Escolar com todos aqueles que a formam quem deve se responsabilizar e se comprometer pelo destino, rumos e finalidades da Escola. Os alunos, familiares, pais e responsáveis, Professores, funcionários, coordenadores pedagógicos (diretores, administradores, orientadores e supervisores educacionais) é que são os sujeitos que fazem essa Escola. São os que devem se unir em torno de um “projeto” comum, amplamente discutido, debatido, refletido a partir de suas próprias realidades, vivências e experiências e construir os “porquês” de a Escola seguir em direção ao bom cumprimento de suas finalidades enquanto instituição de ensino. Essas discussões formam um documento que chamamos de “Projeto Político-Pedagógico” da Escola. É um documento que vai orientar os passos da Escola e de toda a sua comunidade, os passos de todos em comum na realização de todos os processos que se unem em favor de uma Escola democrática, participativa, com a colaboração de todos. Nem sempre nas escolas foi assim.

Podemos perceber que no mundo inteiro há pessoas, grupos organizados na luta pela defesa dos direitos humanos (a quem chamamos de sociedade civil) e outros bons representantes e setores da sociedade (poderes executivo, legislativo e judiciário) insatisfeitos com os desrespeitos às conquistas que garantiriam a todos uma melhor qualidade de vida e condições plenas de humanização para viver. Acontecem ao redor do planeta manifestações gigantescas que estão sendo observadas entre todos os povos, em todos os países, e crianças, jovens, adultos e idosos já não aceitam situações que lhes foram impostas arbitrariamente por algumas poucas pessoas, ou grupos interessados em controlar o mundo e tudo e todos que nele habitam.

Quando as mídias, os jornais, a televisão e a Internet não distorcem os fatos, constatamos essas manifestações como pura expressão de um descontentamento com o que está posto ou se impõem às pessoas.

Como é que é estar insatisfeito com os rumos e as decisões que acontecem nas escolas? Como é que os sujeitos que compõem a comunidade escolar se manifestam a favor ou contra do que acontece nas escolas? Essas insatisfações acontecem E, são ouvidas, acolhidas, e os sujeitos da comunidade escolar que manifestam suas reivindicações são respeitados em seus direitos de falar e participar dos rumos e destinos da escola?

As insatisfações das crianças e jovens acontecem? E as dos pais e responsáveis? E os professores e funcionários? Como, quando, onde, por quê? Quais são essas insatisfações?

O momento especial da discussão, debate e reflexão em torno da eleição para o cargo de diretor das escolas é uma oportunidade imperdível para tomarmos posições sobre o que temos e o que queremos para as escolas. É nesse momento que também expressamos nossa confiança - ou desconfiança - sobre o projeto de gestão que vai sendo construído para a discussão com a comunidade escolar.

Esses projetos são de continuísmo e conformação com o que está posto, ou é um projeto que tenha concepção na participação democrática e efetiva de todos os participantes da comunidade escolar? Esses projetos são de “direção” da escola ou de “gestão democrática” da escola?

O mundo, a sociedade, as pessoas, as crianças, os jovens, os adultos e idosos que querem o Bem Viver estão se transformando profundamente, porque as relações precisam ser mais democráticas e mais humanizadas nesse planeta em que vivemos. Nessa realidade global tudo está relacionado, todos estamos interligados uns aos outros.

Ou estamos conectados como “coisas”, como peças descartáveis dentro de um sistema desumanizador, ou estamos interligados como “sujeitos” de direitos e deveres, no compromisso de resgatar nossa humanidade que nos foi retirada sutil ou escancaradamente por uns poucos que dirigem nossas vidas.

É preciso modificar uma dinâmica que foi imposta às pessoas por anos e séculos, para que estas se formatassem como “peças descartáveis” do sistema que privilegia poucos e oprime a muitos. Essa “roda” do continuísmo irresponsável e impunemente arrastando, atropelando, moendo e triturando consciências, sonhos, aspirações, as pessoas, os grupos e o mundo já não funciona mais como funcionou antigamente. Um antigamente que ainda se faz forte, quase irresistível, presente em muitas pessoas, grupos, projetos e propostas de direção das escolas.

É preciso modificar nossas atitudes, modificarmos nossas consciências, é preciso reconhecer nossa dignidade de sujeitos com direitos iguais, é preciso que nos transformemos em seres humanos para recriarmos um mundo melhor para todos, onde todos sigamos juntos nessa caminhada e evolução, nos co-movendo por um projeto de vida emancipador, democrático, participativo, responsável.

É preciso que essa transformação se realize nas escolas.

Por isso, e muito mais, eu dou meu apoio à Profa. Camila para diretora da Escola Beatriz De Souza Brito

Leo Nogueira Paqonawta

Reprodução de postagem em Blog de apoiador na página de Facebook da candidatura
02 nov 2013