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quinta-feira, 28 de novembro de 2013
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
Boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido
Boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender
com sentido
Moacir Gadotti
Por Que Ser Professor?
Crise De Identidade, Crise De Sentido
Formação Continuada Do Professor
Ser Professor Na Sociedade Aprendente
Aprender Com Emoção, Ensinar Com
Alegria
Educar Para Uma Vida Sustentável
Ser Professor, Ser Educador
Trecho
Por Que Ser Professor?
A beleza existe em todo lugar. Depende
do nosso olhar, da nossa sensibilidade; depende da nossa consciência, do nosso
trabalho e do nosso cuidado. A beleza existe porque o ser humano é capaz de
sonhar.
Inspirei-me em Paulo Freire para
escrever esse livro. Paulo Freire nos fala em sua Pedagogia da autonomia da
“boniteza de ser gente”, da boniteza de ser professor: “ensinar e aprender não
podem se dar fora da procura, fora da boniteza e da alegria”. Paulo Freire
chama a atenção para a essencialidade do componente estético da formação do
educador.
Coloquei um título que fala de sonho e
de sentido que querem dizer a mesma coisa. “Sentido” quer dizer caminho não percorrido
mas que se deseja percorrer, portanto, significa projeto, sonho, utopia.
Aprender e ensinar com sentido é aprender e ensinar com um sonho na mente. A
pedagogia serve de guia para realizar esse sonho.
Paulo Freire, em 1980, logo após
voltar de 16 anos de exílio, reuniu-se com um grande número de professores em Belo
Horizonte, Estado de Minas Gerais. Falou-lhes de esperança, de “sonho
possível”, temendo por aqueles e aquelas que “pararem com a sua capacidade de
sonhar, de inventar a sua coragem de denunciar e de anunciar”, aqueles e
aquelas que, “em lugar de visitar de vez em quando o amanhã, o futuro, pelo
profundo engajamento com o hoje, com o aqui e com o agora, que em lugar desta
viagem constante ao amanhã, se atrelem a um passado de exploração e de rotina”.
Dezessete anos depois, em 1997, em seu
último livro, lançado três semanas antes de falecer, ele se mantinha fiel à mesma
linha de pensamento, reafirmando o sonho e a utopia diante da “malvadez
neoliberal”, diante do “cinismo de sua ideologia fatalista e a sua recusa
inflexível ao sonho e à utopia”. Denúncia de um lado, anúncio de outro: a sua “pedagogia
da autonomia” frente à pedagogia neoliberal.
(...) Paulo Freire nos falava da “boniteza”
do sonho de ser professor de tantos jovens desse planeta. Se o sonho puder ser
sonhado por muitos deixará de ser um sonho e se tornará realidade.
A realidade, contudo, é muitas vezes
bem diferente do sonho. Muitos de meus alunos e alunas, seja na Pedagogia, seja
na Licenciatura, não pensam em se dedicar às salas de aula. Muito revelam
desinteresse em seguir a carreira do magistério, mesmo estando num curso de
formação de professores.
Pesam muito nessa decisão as condições
concretas do exercício da profissão. Preparam-se para ser professor e irão
exercer outra profissão.
GADOTTI,
Moacir. Boniteza de um sonho:
Ensinar-e-aprender com sentido. São Paulo: GRUBHAS, 2003.
Confira o
texto completo clicando aqui.
A "boniteza de ser gente" na Escola
Pedagogia da Autonomia: saberes
necessários à prática docente
Paulo Freire
Não há docência sem discência
Ensinar exige
rigorosidade metódica
Ensinar exige
pesquisa
Ensinar exige
respeito aos saberes dos educandos
Ensinar exige
criticidade
Ensinar exige
estética e ética
Ensinar exige
a corporeificação das palavras pelo exemplo
Ensinar exige
risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação
Ensinar exige
reflexão crítica sobre a prática
Ensinar exige
o reconhecimento e a assunção da identidade cultural
Ensinar não é transferir conhecimento
Ensinar exige
consciência do inacabamento
Ensinar exige
o reconhecimento de ser condicionado
Ensinar exige
respeito à autonomia do ser do educando
Ensinar exige
bom senso
Ensinar exige
humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores
Ensinar exige
apreensão da realidade
Ensinar exige
alegria e esperança
Ensinar exige
a convicção de que a mudança é possível
Ensinar exige
curiosidade
Ensinar é uma especificidade humana
Ensinar exige
segurança, competência profissional e generosidade
Ensinar exige
comprometimento
Ensinar exige
compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo
Ensinar exige
liberdade e autoridade
Ensinar exige
tomada consciente de decisões
Ensinar exige
saber escutar
Ensinar exige
reconhecer que a educação é ideológica
Ensinar exige
disponibilidade para o diálogo
Ensinar exige
querer bem aos educandos
FREIRE, Paulo. Pedagogia da
Autonomia: saberes necessários à prática docente. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura)
Trechos
Qualquer
discriminação é imoral e lutar contra ela é um dever por mais que se reconheça
a força dos condicionamentos a enfrentar. A boniteza de ser gente se acha,
entre outras coisas, nessa possibilidade e nesse dever de brigar. Saber que
devo respeito à autonomia e à identidade do educando exige de mim uma prática
em tudo coerente com este saber. Pág 25
Todo ensino
de conteúdos demanda de quem se acha na posição de aprendiz que, a partir de
certo momento, vá assumindo a autoria também do conhecimento do objeto. O
professor autoritário, que recusa escutar os alunos, se fecha a esta aventura
criadora. Nega a si mesmo a participação neste momento de boniteza singular: o
da afirmação do educando como sujeito de conhecimento. É por isso que o ensino
dos conteúdos, criticamente realizado, envolve a abertura total do professor ou
da professora, à tentativa legítima do educando para tomar em suas mãos a
responsabilidade de sujeito que conhece. Mais ainda, envolve a iniciativa do
professor que deve estimular aquela tentativa no educando, ajudando-o para que
a efetive. Pág. 47
A atividade
docente de que a discente não se separa é uma experiência alegre por natureza.
E falso também tomar como inconciliáveis seriedade docente e alegria, como se a
alegria fosse inimiga da rigoridade. Pelo contrário, quanto mais metodicamente
rigoroso me torno na minha busca e na minha docência, tanto mais alegre me
sinto e esperançoso também. A alegria não chega apenas no encontro do achado mas
faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não podem dar-se fora da
procura, fora da boniteza e da alegria. O desrespeito à educação, aos
educandos, aos educadores e às educadoras corrói ou deteriora em nós, de um
lado, a sensibilidade ou a abertura ao bem querer da própria prática educativa
de outro, a alegria necessária ao que-fazer docente. É digna de nota a
capacidade que tem a experiência pedagógica para despertar, estimular e
desenvolver em nós o gosto de querer bem e o gosto da alegria sem a qual a
prática educativa perde o sentido. É esta força misteriosa, às vezes chamada vocação,
que explica a quase devoção com que a grande maioria do magistério nele
permanece, apesar da imoralidade dos salários. E não apenas permanece, mas
cumpre, como pode, seu dever.
Amorosamente,
acrescento. Mas é preciso, sublinho, que, permanecendo e amorosamente cumprindo
o seu dever, não deixe de lutar politicamente, por seus direitos e pelo
respeito à dignidade de sua tarefa, assim como pelo zelo devido ao espaço
pedagógico em que atua com seus alunos.
É preciso,
por outro lado, reinsistir em que não se pense que a prática educativa vivida
com afetividade e alegria, prescinda da formação científica séria e da clareza
política dos educadores ou educadoras. A prática educativa é tudo isso:
afetividade, alegria, capacidade científica, domínio técnico a serviço da mudança
ou, lamentavelmente, da permanência do hoje. Pág. 53
O educador
progressista precisa estar convencido como de suas consequências é o de ser o
seu trabalho uma especificidade humana. Já vimos que a condição humana fundante
da educação é precisamente a inconclusão de nosso ser histórico de que nos
tornamos conscientes. Nada que diga respeito ao ser humano, à possibilidade de
seu aperfeiçoamento físico e moral, de sua inteligência sendo produzida e desafiada,
os obstáculos a seu crescimento, o que possa fazer em favor da boniteza do
mundo como de seu enfeamento, a dominação a que esteja sujeito, a liberdade por
que deve lutar, nada que diga respeito aos homens e às mulheres pode passar
despercebido pelo educador progressista. Não importa com que faixa etária
trabalhe o educador ou a educadora. O nosso é um trabalho realizado com gente,
miúda, jovem ou adulta, mas gente em permanente processo de busca. Gente
formando-se, mudando, crescendo, reorientando-se, melhorando, mas, porque
gente, capaz de negar os valores, de distorcer-se, de recuar, de transgredir.
Não sendo superior nem inferior a outra prática profissional, a minha, que é a prática
docente, exige de mim um alto nível de responsabilidade ética de que a minha
própria capacitação científica faz parte. É que lido com gente. Lido, por isso
mesmo, independentemente do discurso ideológico negador dos sonhos e das
utopias, com os sonhos, as esperanças tímidas, às vezes, mas às vezes, fortes,
dos educandos. Se não posso, de um lado, estimular os sonhos impossíveis, não
devo, de outro, negar a quem sonha o direito de sonhar. Lido com gente e não
com coisas. Pág. 53
Acesse o
texto completo clicando aqui.
Leia também:
GADOTTI, Moacir. A boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido. São Paulo: Grubhas, 2003, clicando aqui.
Leia também:
GADOTTI, Moacir. A boniteza de um sonho: ensinar-e-aprender com sentido. São Paulo: Grubhas, 2003, clicando aqui.
Camila para a Transformação: propostas coerentes entre o pensar e o fazer
A candidatura
da Profa. Camila nasce das reflexões sobre as ações desenvolvidas em especial
nos últimos 10 anos da Escola Beatriz e apresenta, nesse contexto, as propostas
para enfrentar os desafios desses novos tempos e espaços da Educação,
envolvendo todos os sujeitos em um projeto de Escola, de sociedade e de mundo
emancipadores.
Aceitando esses desafios, percebe que a escola é onde a comunidade relê e
reescreve sobre ela mesma, e a partir de suas próprias ações, acertos e
desacertos, olha para o passado e encara o futuro próximo na perspectiva da
co-participação democrática, na qual todos assumam as responsabilidades --
individuais e coletivas -- para a TRANSFORMAÇÃO necessária: uma Escola
compromissada e atuante, que respeita as singularidades de cada um e a
pluralidade de seus sujeitos na criação e recriação de um mundo melhor e mais
humano para todos.
Conheça as propostas da candidata Camila para a gestão da Escola clicando aqui.
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pela página de Facebook clicando aqui.
As eleições para diretores da Rede Municipal
de Educação de Florianópolis
As eleições
para o cargo de diretor em Florianópolis, Santa Catarina,
acontecem em 30 de novembro de 2013 e envolvem 104 unidades escolares,
e um colégio eleitoral de 34 mil votantes: alunos, professores e pais.
Os dirigentes
eleitos ficarão no cargo pelo período de três anos, de janeiro de 2014 a
janeiro de 2017.
Entre as unidades
que participarão das eleições, 79 têm apenas um candidato, são 36 creches, 20
núcleos de educação infantil, 14 escolas básicas e 9 desdobradas. Ao todo
dezenove instituições têm dois aspirantes ao cargo, são 8 creches, 1 NEI, 9
escolas básicas e 1 desdobrada. Com três possíveis diretores, estão 6
instituições, 3 creches, 2 NEIs e 1 escola básica.
Por meio da
parceria com Tribunal Regional Eleitoral (TRE), que se fez através do apoio do
Presidente Eládio Torret Rocha, as eleições ocorrerão com o uso de urnas
eletrônicas.
Fonte: Portal
da Ilha
domingo, 24 de novembro de 2013
segunda-feira, 18 de novembro de 2013
TRANSFORMAÇÃO para o respeito e cumprimento aos direitos das crianças e adolescentes
TRANSFORMAÇÃO para o respeito e cumprimento aos direitos das crianças e adolescentes
Lei nº 8.069,
de 13 de julho de 1990
Art. 3º A
criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à
pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei,
assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e
facilidades, A FIM DE LHES FACULTAR O DESENVOLVIMENTO FÍSICO, MENTAL, MORAL,
ESPIRITUAL E SOCIAL, EM CONDIÇÕES DE LIBERDADE E DE DIGNIDADE.
Art. 4º É
DEVER DA FAMÍLIA, DA COMUNIDADE, DA SOCIEDADE EM GERAL E DO PODER PÚBLICO
ASSEGURAR, COM ABSOLUTA PRIORIDADE, a efetivação dos direitos referentes à
vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária.
Lei nº
12.852, de 5 de agosto de 2013
Art. 4o O
jovem tem direito à participação social e política e na formulação, execução e
avaliação das políticas públicas de juventude.
Parágrafo
único. Entende-se por participação juvenil:
I - A
INCLUSÃO DO JOVEM NOS ESPAÇOS PÚBLICOS E COMUNITÁRIOS A PARTIR DA SUA CONCEPÇÃO
COMO PESSOA ATIVA, LIVRE, RESPONSÁVEL E DIGNA DE OCUPAR UMA POSIÇÃO CENTRAL NOS
PROCESSOS POLÍTICOS E SOCIAIS;
II - o
envolvimento ativo dos jovens em ações de políticas públicas que tenham por
objetivo o próprio benefício, o de suas comunidades, cidades e regiões e o do
País;
III - a
participação individual e coletiva do jovem em ações que contemplem a defesa
dos direitos da juventude ou de temas afetos aos jovens; e
IV - A
EFETIVA INCLUSÃO DOS JOVENS NOS ESPAÇOS PÚBLICOS DE DECISÃO COM DIREITO A VOZ E
VOTO.
Art. 5o A
interlocução da juventude com o poder público pode realizar-se por intermédio
de associações, redes, movimentos e organizações juvenis.
Parágrafo
único. É dever do poder público incentivar a livre associação dos jovens.
(Grifos meus)
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Projeto de Gestão - janeiro 2014/dezembro 2016: Camila para Diretora do Beatriz
ESCOLA BÁSICA MUNICIPAL BEATRIZ DE
SOUZA BRITO
O Projeto de Gestão que apresentamos,
ao mesmo tempo em que representa a continuidade do trabalho pedagógico que vem
sendo desenvolvido na Escola Beatriz, contempla aspectos fundamentais que
precisam ser enfrentados nestes novos tempos, como a discussão em torno da
educação integral.
CONTEXTO
No
ano de 1963 foram unidas as quatro casas-escola do bairro Pantanal e criado em
um único lugar o Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito, que em 1986 foi
transformado em Escola Básica. Portanto, no ano de 2013 comemoramos o
cinquentenário da Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, que se localiza
na Servidão Crescêncio Mariano e atende hoje 495 estudantes, sendo 267 do 1º ao
5º ano e 228 do 6º ano a 8ª série.
São
12 turmas de anos iniciais e 7 de anos finais, pois em decorrência do processo
de implementação do ensino fundamental de 9 anos, em 2013, a Rede Municipal de
Florianópolis possui sua última turma remanescente do ensino de 8 anos. Este
atendimento é possibilitado por 61 profissionais, sendo 12 professores atuando
nos anos iniciais, 9 nos anos finais e 2 nos anos iniciais e finais; 23
profissionais de apoio pedagógico/administrativo e 15 de apoio
administrativo/pedagógico.
O
atual prédio da Escola Beatriz, inaugurado em 1986, aguarda por uma reforma
desde o ano de 2008, quando o projeto começou a ser pensado. Esse sonho deverá se
concretizar em 2014, de acordo com o planejamento da Secretaria Municipal de
Educação.
OBJETIVOS:
. Consolidar
e sistematizar o Projeto Político-Pedagógico, considerando: o compromisso da
escola com a formação de leitores e escritores, a nova realidade dos anos
iniciais e o entendimento da educação enquanto um processo de humanização e
formação integral;
. Fortalecer
a gestão democrática, desenvolvendo ações que tornem a participação um conteúdo
formativo.
REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO
No
ano de 2000, o Brasil participou do Programa
Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que avaliou a área de
leitura. Os resultados mostraram que, dos estudantes que realizaram a prova,
22,21% encontravam-se em nível muito crítico de leitura e 36,76%, no nível
crítico (BRASIL, 2008). Outras avaliações, criadas para acompanhar a evolução
do desempenho escolar, como o Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), reforçavam este
diagnóstico.
A
realidade da Escola Beatriz neste período não era diferente do restante do
Brasil. Em 2005, o IDEB
da Escola nos anos iniciais era de 3,3 e nos anos finais de 3,9, indicando
que algo precisava ser feito. Principalmente se entendermos que o domínio da
linguagem, como atividade discursiva e cognitiva, é condição de maior
participação social, pois pela linguagem os indivíduos se comunicam, acessam à
informação, defendem e partilham visões de mundo, produzem cultura. Porém, a
importância e o valor atribuídos aos usos da linguagem são determinados
historicamente, de acordo com as demandas sociais de cada momento. Hoje, não
basta saber ler e escrever: é preciso fazer uso dessa tecnologia nas práticas
sociais de leitura e escrita, o que implica operar com um conceito fundamental
da atualidade, qual seja, o de letramento.
A
partir desse contexto histórico e social iniciamos, em 2004, a implementação do
Curso de Formação “Ler e escrever:
compromisso da escola, compromisso de todas as áreas”, envolvendo todos os
profissionais da Escola no estudo da leitura, o que implicava enfrentar
questões como: o que é ler, para que ler, como ensinar a ler e a quem compete
essa tarefa.
Em
2013 comemoramos dez anos dessa história de formação que, aos poucos, tomou
corpo e contagiou todos os nossos espaços e tempos de discussão e produção de
conhecimento: do planejamento das aulas aos projetos de leitura e saídas de
estudos, da redefinição do conselho de classe à definição dos eixos
articuladores do currículo, da definição dos conteúdos de cada área do
conhecimento à discussão e sistematização do projeto político-pedagógico.
Mas,
como toda história é marcada por limites e possibilidades, por avanços e
recuos, continuidades e rupturas, chegamos a um momento na história político-pedagógica
da Escola Beatriz que precisamos ter a coragem de avaliar o caminho percorrido,
considerando principalmente a nova realidade educacional, para continuar e
aprofundar o que considerarmos importante, mas também para ousar fazer de outro
jeito se for necessário.
A partir
de 2007, com a implementação do ensino fundamental de nove anos e a entrada de
crianças de 6 anos na escola, o processo de alfabetização inicial ganha novos significados
e a escola tem novos desafios a enfrentar. E é sob esse novo contexto que, em
2009, o PIBID/Pedagogia-UFSC
nos coloca diante da necessidade de compreender a infância como “a condição
social de ser criança”; a criança como “um ser humano de pouca idade, capaz de
‘participar’ da cultura em interação com outras crianças, adultos e com os
artefatos humanos, materiais e simbólicos”; e “a escola como um lugar
privilegiado da infância nos nossos tempos” (pressupostos do GEPIEE - Grupo de Estudos e
Pesquisas Infância, Educação e Escola).
Além
desses aspectos, ganha força no cenário educacional brasileiro o debate em
torno da educação integral e a educação em tempo integral, e a Escola Beatriz não
pode mais se furtar a enfrentá-lo.
METAS / CRONOGRAMA / AÇÕES
META: APROFUNDAMENTO DA GESTÃO DEMOCRÁTICA
DA ESCOLA, TORNANDO A PARTICIPAÇÃO UM CONTEÚDO FORMATIVO (jan. 2014 – dez.
2016)
AÇÕES:
. Fortalecer
as instâncias de participação e decisão da Escola;
. Incentivar
a criação de canais de participação direta mais sistemáticos;
. Desenvolver
trabalho sistemático junto aos estudantes do 1º ao 9º ano, considerando a
participação enquanto um conteúdo formativo;
. Reelaborar
o estatuto da APP e o regimento do Conselho de Escola;
. Discutir
sistematicamente formas de arrecadação e aplicação dos recursos da APP/Conselho
de Escola;
. Publicizar
à comunidade escolar a prestação de contas da APP/Conselho de Escola.
META: CONSOLIDAÇÃO DO PROJETO
POLÍTICO-PEDAGÓGICO (jan. 2014 – dez. 2016)
AÇÕES:
. Intensificar
o processo de discussão e sistematização do Projeto Político-Pedagógico;
. Ampliar
a discussão do PPP junto aos pais e estudantes;
. Intensificar
o processo de discussão e sistematização do currículo;
. Elaborar
o regimento interno da Escola; manter a assessoria das professoras Terezinha
Bertin e Regina Célia Santiago;
. Buscar
assessoria para o debate em torno da educação integral e da educação em tempo
integral;
. Criar
novos espaços e tempos de socialização do trabalho pedagógico.
META: QUALIFICAÇÃO DO ESPAÇO ESCOLAR
POR MEIO DA REVISÃO/ALTERAÇÃO DO PROJETO DE REFORMA DA ESCOLA (jan. 2013 – jul.
2015)
AÇÕES:
. Criar
uma comissão para o acompanhamento da reforma da Escola;
. Redimensionar
o projeto previsto para o segundo bloco, buscando a ampliação da sala
informatizada e da biblioteca, por meio da criação de uma sala multimídia com
tratamento acústico e equipamento tecnológico adequado;
. Defender
junto à SME a necessidade, diante da atual realidade educacional, da construção
de um laboratório de ciências com uma área externa para a realização de
experimentos;
. Propor
a ampliação da sala multiuso destinando espaço para exposição e o armazenamento
de materiais;
. Retomar
o projeto de humanização do espaço interno e externo: instalação de brinquedos
integrados a natureza para a constituição de cantos lúdicos e de bancos e mesas
para os cantos de convivência, plantio de árvores nativas e frutíferas,
colocação de lixeiras seletivas;
. Redimensionar
o atual espaço informal destinado a brinquedos e brincadeiras, transformando-o
em uma brinquedoteca;
. Criar
no ginásio um espaço adequado para depósito de materiais e do lixo/papel para
reciclagem;
. Construir
uma lixeira para uso da Escola e Creche;
. Defender
a construção de uma área coberta próxima à guarita para a proteção das
crianças/adolescentes e seus familiares;
. Repensar
o projeto de reforma visando incluir aspectos de sustentabilidade e segurança
no trânsito;
. Exigir
da PMF o acabamento da obra de contenção do morro da Igreja.
META: QUALIFICAÇÃO DOS FLUXOS E
SERVIÇOS DE APOIO ADMINISTRATIVO E PEDAGÓGICO DA ESCOLA E VALORIZAÇÃO DOS
PROFISSIONAIS (jan. 2013 – dez. 2016)
AÇÕES:
. Criar
uma política de acolhimento/acompanhamento dos novos profissionais;
. Redefinir
os espaços, os responsáveis e os fluxos, otimizando a utilização dos
equipamentos, dos materiais didático-pedagógicos e outros;
. Informatizar
os dados sobre o armazenamento de materiais didático-pedagógicos e outros;
. Disponibilizar
computadores para a pesquisa na biblioteca;
. Dar
continuidade à política de ampliação e qualificação do acervo da biblioteca
escolar;
. Estudar
a demanda da Escola em relação aos materiais de uso individual e coletivo no
sentido de qualificar a solicitação à SME;
. Incentivar
a participação dos profissionais em cursos de formação continuada;
. Apoiar
iniciativas que possibilitem a ampliação do universo cultural dos profissionais;
. Repensar
os espaços de convivência e descanso dos profissionais;
. Possibilitar
melhores condições de trabalho e segurança aos profissionais de apoio.
META: QUALIFICAÇÃO DO TRABALHO
PEDAGÓGICO E VALORIZAÇÃO DO PROFISSIONAL DOCENTE (jan. 2014 – dez. 2016)
AÇÕES:
. Criar
uma política de acolhimento/acompanhamento dos novos professores;
. Repensar
o projeto de formação continuada da Escola Beatriz;
. Repensar
a metodologia dos Conselhos de Classe;
. Garantir
a implementação da hora-atividade conforme a Portaria nº 130 de 2013;
. Qualificar
o (re)planejamento do trabalho pedagógico em sala de aula, criando novos
espaços e tempos de estudo, discussão e articulação das diferentes áreas do
conhecimento;
. Definir,
com os professores-auxiliares, diretrizes para o encaminhamento do trabalho;
. Qualificar
as saídas de estudos;
. Apoiar
iniciativas que possibilitem a ampliação do universo cultural do professor;
. Articular
o trabalho pedagógico com a Creche Nossa Senhora Aparecida;
. Incentivar
a participação dos professores em eventos culturais e educacionais.
META: AMPLIAÇÃO DO UNIVERSO CULTURAL E
DA PARTICIPAÇÃO E PERMANÊNCIA DOS ESTUDANTES NA ESCOLA (jan. 2013 – dez. 2016)
AÇÕES:
. Criar
uma política de acolhimento/acompanhamento dos novos estudantes;
. Apoiar
iniciativas que possibilitem a participação dos estudantes em atividades
educacionais, culturais e esportivas;
. Buscar
a garantia do Atendimento Educacional Especializado – AEE aos estudantes com
deficiência;
. Problematizar,
junto à SME, a Política de AEE;
. Apoiar
os alunos que apresentam dificuldades econômicas graves;
. Estudar
junto ao CRAS a possibilidade de inclusão de novas famílias da Escola no
Programa Bolsa Família;
. Desenvolver
ações que visem à diminuição dos atuais índices de evasão e aprovação com restrição;
. Apoiar
iniciativas que possibilitem a ampliação do universo cultural dos estudantes;
. Qualificar
as possibilidades de espaço/atividades a serem desenvolvidas no horário do
recreio;
. Retomar
o projeto de escolinha de futebol com profissional especializado;
. Criar
uma política de apoio aos estudantes da 8ª série/9ºano e seus familiares;
. Qualificar
o trabalho de apoio pedagógico.
META: CRIAÇÃO DE UMA POLÍTICA DE
COMUNICAÇÃO DA ESCOLA (2014)
AÇÕES:
. Elaborar
uma Política de Comunicação da Escola; criar um canal específico de comunicação
da direção com a comunidade escolar - “Fale com a diretora” - utilizando-se de
meios impressos, digitais e encontros pessoais;
. Incentivar
projetos que envolvam leitores e escritores da palavra e da imagem, para a
apropriação dos meios de comunicação a fim de que nestes se expressem os
direitos das crianças, jovens e adultos à fruição e produção de material
educacional de qualidade;
. Possibilitar
o acesso aos meios, promover o olhar crítico, a releitura e reescritura de
saberes a partir das elaborações e produções da comunidade escolar;
. Criar
e implementar canais de comunicação da escola com a comunidade escolar, e desta
com a sociedade, socializando e publicizando as ações desenvolvidas na e pela
Escola;
. Construir
um mural na entrada da Escola para socialização do calendário escolar, de
eventos educacionais, artístico, culturais e esportivos da escola, da
comunidade e da cidade.
OUTRAS AÇÕES:
. Fortalecer/ampliar
as parcerias com outras instituições (UFSC, UDESC, SESI, ELASE, entre outras);
. Participar
das discussões junto ao CCPAN e ao Fórum da Bacia do Itacorubi em torno da
duplicação da Rua Deputado Antônio Edu Vieira;
. Dar
continuidade e qualificar as ações em torno da segurança na Escola Beatriz;
. Discutir
junto a SME e Conselho Municipal de Educação a implementação da política
intersetorial (áreas da saúde, assistência e cultura) prevista no Plano
Municipal de Educação.
TRANSFORMAÇÃO
Trans: “através de”, “depois de”, ou “para
além de”.
Forma: “maneira de ser exterior”, “aspecto
exterior”.
Ação: “o que se faz”, “agir”, “sequência de
acontecimentos”.
Florianópolis,
11 de novembro de 2013.
CAMILA PORCIUNCULA SANTOS
Candidata
a Direção da Escola Beatriz
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Na minha escola é a comunidade escolar quem escolhe! Participem!
Que haja o debate democrático nesse processo de eleição de diretores nas unidades educativas públicas da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, com a garantia da ética e transparência promovendo a participação de todos da comunidade escolar como sujeitos autônomos, críticos, propositivos, protagonistas dessa história de transformação de nossas instituições escolares.
Porque na Escola e pela Educação nosso coração bate junto pelas crianças e Jovens em seu processo de formação pela, e para a cidadania plena.
Propostas iniciais do Projeto de Gestão para o cargo de Direção da Escola Beatriz de Souza Brito
Clique na imagem para ampliar
Propostas iniciais do Projeto de Gestão
para o cargo de Direção da Escola Beatriz de Souza Brito
Apresentadas
à Assembleia Geral da Comunidade Escolar em 06 de novembro de 2013 no auditório
da Escola Beatriz.
Conto com a
apreciação e comentários, bem como sugestões de todos para analisarmos e
adicionarmos suas aspirações ao projeto de gestão definitivo a ser entregue
para a SME no dia 08/11/13.
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segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Assembleia Geral da Comunidade Educativa para apresentação das propostas de gestão e proposições da comunidade escolar: 06 de novembro de 2013 às 19:30 h
Assembleia Geral da Comunidade Educativa para apresentação das propostas de gestão: 06 de novembro de 2013 ás 19:30 h
Em atendimento ao disposto no Artigo 6 da Portaria128/2013 que normatiza a eleição de diretores e, aos Incisos VI e VII do Artigo
3o. do Decreto 11.591 que estabelece as normas para a eleição dos diretores das
unidades educativas da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis*, na Assembleia Geral convocada pela Comissão
Eleitoral da Escola para o dia 06 de novembro de 2013 às 19:30 h, apresentarei
aos membros presentes da comunidade as minhas propostas iniciais, metas e ações
desenvolvidas nos diálogos com as pessoas que me apoiam num primeiro momento:
professores, pais, alunos e funcionários da Escola.
Sabemos que nesse processo de construção do projeto de
gestão a discussão e ampliação desses pontos com todos os membros da comunidade
escolar são fundamentais para a garantia do processo democrático e
participativo na construção da Escola que queremos.
Os pontos discutidos nessa Assembleia serão divulgados
nas redes sociais para a reflexão e apreciação de todos.
Participe da construção dessas propostas com suas
sugestões.
Acompanhe o debate e deixe também seus comentários no
Blog e página de Facebook:
* Acesse pelo Blog ou página de Facebook os documentos da
legislação em questão:
Portaria 128/2013 (09 de setembro) . Normatiza a Eleição de Diretores das
Unidades Educativas da RME
Aviso/Convocação enviado aos pais/responsáveis pelos alunos, publicado no Blog e página de Facebook da Escola
Aviso/Convocação enviado aos pais/responsáveis pelos alunos, publicado no Blog e página de Facebook da Escola
Precisamos de uma Educação transformadora
Precisamos de uma Educação transformadora
Nos últimos
50 anos o mundo e a sociedade como um todo se modificaram profundamente e, as
pessoas que viveram esse tempo se modificaram mais ou menos, de acordo com
suas próprias decisões em relação com o que acontece ao seu redor. Nas escolas
isso não foi diferente.
Pessoas que
nasceram e viveram em um regime autoritário como na ditadura militar no Brasil,
onde se devia obediência cega e irrestrita às normas e valores convencionados
como os ideais para se viver em sociedade, ainda manifestam em suas ações e se
comportam em seus pensamentos e sentimentos com resquícios daquele tempo em que
os dirigentes censuravam tudo aquilo que fosse contrário às suas regras.
Simplesmente se calava a voz do outro, se discriminava e se fazia de tudo para
“sumir com as pessoas do mapa” no mundo de equilíbrio entre quem mandava e quem
obedecia.
Hoje há uma
maior conscientização dos jovens a respeito de sua existência nesse mundo em
transformação, quando as decisões ou imposições que antes eram tomadas sem
levar em consideração seus sonhos e aspirações, de maneira autoritária, não são
mais aceitas de maneira passiva, nem cegamente obedecidas. As crianças, muito
mais, que sempre questionaram com seus “porquês” aquilo que não entendem ou não
faz sentido para elas, são atualmente um claro sinal de que realmente muita
coisa se modificou ao longo desse tempo todo.
Com a luta e
os esforços de muitos a sociedade vai se modificando das relações autoritárias
para as relações democráticas e participativas. As decisões não podem mais
partir de apenas uma pessoa, ou grupo, impondo seus pontos de vistas sem levar
em consideração todos os sujeitos envolvidos em alguma questão de interesse
geral. Nas escolas isso também acontece.
É a
Comunidade Escolar com todos aqueles que a formam quem deve se responsabilizar
e se comprometer pelo destino, rumos e finalidades da Escola. Os alunos,
familiares, pais e responsáveis, Professores, funcionários, coordenadores
pedagógicos (diretores, administradores, orientadores e supervisores
educacionais) é que são os sujeitos que fazem essa Escola. São os que devem se
unir em torno de um “projeto” comum, amplamente discutido, debatido, refletido
a partir de suas próprias realidades, vivências e experiências e construir os
“porquês” de a Escola seguir em direção ao bom cumprimento de suas finalidades
enquanto instituição de ensino. Essas discussões formam um documento que chamamos
de “Projeto Político-Pedagógico” da Escola. É um documento que vai orientar os
passos da Escola e de toda a sua comunidade, os passos de todos em comum na
realização de todos os processos que se unem em favor de uma Escola
democrática, participativa, com a colaboração de todos. Nem sempre nas escolas
foi assim.
Podemos
perceber que no mundo inteiro há pessoas, grupos organizados na luta pela
defesa dos direitos humanos (a quem chamamos de sociedade civil) e outros bons
representantes e setores da sociedade (poderes executivo, legislativo e
judiciário) insatisfeitos com os desrespeitos às conquistas que garantiriam a
todos uma melhor qualidade de vida e condições plenas de humanização para
viver. Acontecem ao redor do planeta manifestações gigantescas que estão sendo
observadas entre todos os povos, em todos os países, e crianças, jovens,
adultos e idosos já não aceitam situações que lhes foram impostas
arbitrariamente por algumas poucas pessoas, ou grupos interessados em controlar
o mundo e tudo e todos que nele habitam.
Quando as
mídias, os jornais, a televisão e a Internet não distorcem os fatos,
constatamos essas manifestações como pura expressão de um descontentamento com
o que está posto ou se impõem às pessoas.
Como é que é
estar insatisfeito com os rumos e as decisões que acontecem nas escolas? Como é
que os sujeitos que compõem a comunidade escolar se manifestam a favor ou
contra do que acontece nas escolas? Essas insatisfações acontecem E, são
ouvidas, acolhidas, e os sujeitos da comunidade escolar que manifestam suas
reivindicações são respeitados em seus direitos de falar e participar dos rumos
e destinos da escola?
As
insatisfações das crianças e jovens acontecem? E as dos pais e responsáveis? E
os professores e funcionários? Como, quando, onde, por quê? Quais são essas
insatisfações?
O momento
especial da discussão, debate e reflexão em torno da eleição para o cargo de
diretor das escolas é uma oportunidade imperdível para tomarmos posições sobre
o que temos e o que queremos para as escolas. É nesse momento que também
expressamos nossa confiança - ou desconfiança - sobre o projeto de gestão que
vai sendo construído para a discussão com a comunidade escolar.
Esses
projetos são de continuísmo e conformação com o que está posto, ou é um projeto
que tenha concepção na participação democrática e efetiva de todos os
participantes da comunidade escolar? Esses projetos são de “direção” da escola
ou de “gestão democrática” da escola?
O mundo, a
sociedade, as pessoas, as crianças, os jovens, os adultos e idosos que querem o
Bem Viver estão se transformando profundamente, porque as relações precisam ser
mais democráticas e mais humanizadas nesse planeta em que vivemos. Nessa
realidade global tudo está relacionado, todos estamos interligados uns aos outros.
Ou estamos
conectados como “coisas”, como peças descartáveis dentro de um sistema
desumanizador, ou estamos interligados como “sujeitos” de direitos e deveres,
no compromisso de resgatar nossa humanidade que nos foi retirada sutil ou
escancaradamente por uns poucos que dirigem nossas vidas.
É preciso
modificar uma dinâmica que foi imposta às pessoas por anos e séculos, para que
estas se formatassem como “peças descartáveis” do sistema que privilegia poucos
e oprime a muitos. Essa “roda” do continuísmo irresponsável e impunemente
arrastando, atropelando, moendo e triturando consciências, sonhos, aspirações,
as pessoas, os grupos e o mundo já não funciona mais como funcionou
antigamente. Um antigamente que ainda se faz forte, quase irresistível, presente
em muitas pessoas, grupos, projetos e propostas de direção das escolas.
É preciso
modificar nossas atitudes, modificarmos nossas consciências, é preciso
reconhecer nossa dignidade de sujeitos com direitos iguais, é preciso que nos
transformemos em seres humanos para recriarmos um mundo melhor para todos, onde
todos sigamos juntos nessa caminhada e evolução, nos co-movendo por um projeto
de vida emancipador, democrático, participativo, responsável.
É preciso que
essa transformação se realize nas escolas.
Por isso, e muito mais, eu dou meu apoio à Profa. Camila para diretora da Escola Beatriz De Souza Brito
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